quando a mastectomia é indicada

Quando a Mastectomia é indicada?

Afinal, você sabe quando a mastectomia é indicada?

quando a mastectomia é indicada

O câncer de mama responde por 28% dos novos casos entre mulheres a cada ano. Isso faz dele o tipo de tumor maligno mais comum entre a população feminina no Brasil depois do câncer de pele não melanoma.

Os dados são do INCA (Instituto Nacional do Câncer), e demonstram a importância de se falar sobre o câncer de mama, sobre o diagnóstico e os tratamentos disponíveis.

Um desses tratamentos é a Mastectomia: a remoção cirúrgica parcial ou total da mama.

O assunto é delicado e levanta uma série de questões pessoais entre as mulheres.

A possibilidade da perda de uma mama leva a sentimentos de medo, insegurança e muitas dúvidas. Hoje trouxe o assunto para meu blog, onde falarei um pouco mais sobre os tipos de mastectomia, sua recuperação, e como saber quando a mastectomia é indicada.  

Quando a mastectomia é indicada?

Assim como cada diagnóstico de câncer é único, a escolha do tratamento também será de acordo com as necessidades e condições do paciente. Os procedimentos são escolhidos em conjunto com o mastologista ou cirurgião plástico.

Geralmente, a mastectomia será indicada nos seguintes casos:

  • Quando a paciente apresenta quadro de tumor localizado, em estágios precoces;
  • Quando a mulher apresenta um risco elevado de desenvolver um câncer de mama (alterações genéticas ou histórico familiar);
  • Quando seja necessário complementar os tratamentos de quimioterapia e radioterapia;
  • Quando seja possível prevenir um câncer de mama, na outra mama, caso a mulher tenha histórico da doença.

É importante ressaltar que, devido à importância da mama, sempre que possível tenta-se preservar o órgão ao máximo.

Uma pesquisa do Centro de Câncer da Universidade do Texas (MD Anderson Cancer Center) mostrou que amamentar reduz o risco de desenvolver câncer de mama. Leia sobre esta incrível descoberta neste post.

Toda mastectomia é igual?

É importante saber que uma mastectomia não se resume a um tipo único de procedimento. Na verdade, de acordo com o tamanho das mamas, do tumor e do objetivo que se deseja alcançar, será realizado um tipo específico de cirurgia.

Dependendo dos casos citados anteriormente, existem diferentes tipos de mastectomia. São elas:

Mastectomia Preventiva

Como o próprio nome já indica, a mastectomia preventiva é realizada para que se evite o desenvolvimento de um câncer de mama, e é indicada somente para aquelas mulheres que possuem um risco muito alto da doença.

Esses riscos incluem alterações genéticas (BRCA1 e BRCA2) e histórico familiar.

A mastectomia preventiva envolve a retirada de toda a glândula mamária,  preservando-se a pele, aréola e mamilo. A glândula mamária é substituída por uma prótese de silicone. Este procedimento também é chamado de adenomastectomia. Nesta situação, o risco de câncer reduz em até 90%.

Esta é, com certeza, uma dúvida que assombra muita gente: quando o câncer é considerado curado? Clique aqui e saiba mais.

Mastectomia Parcial

A mastectomia parcial também é conhecida como setorectomia, se trata da remoção de um tumor benigno ou maligno, sem que exista a necessidade de se retirar toda a mama.

Nesse procedimento, alguns gânglios da região mamária também podem ser removidos, para que se avalie a extensão da doença para os gânglios linfáticos axilares. Quando se realiza uma mastectomia parcial ou setorectomia para remoção de um tumor maligno, geralmente se faz necessário aplicar radioterapia na área da mama remanescente após a cirurgia.

Mastectomia Total

Nesse procedimento, a mama é retirada por completo: incluindo a pele, a aréola e o mamilo. A indicação deste procedimento depende muito do tamanho e localização do nódulo maligno, assim como da sua relação com o tamanho da mama. Quem faz esta avaliação é o mastologista.

Mastectomia Radical

Este tipo de cirurgia era muito utilizado no início do tratamento do câncer de mama e atualmente está em desuso. Isto porque os estudos mostraram que a realização de cirurgias menos agressivas com a complementação de radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, conforme cada caso, tem os mesmos índices de cura. Na mastectomia radical é feita a retirada da mama toda, além dos músculos que se encontram debaixo dela e também os gânglios da região axilar.

A Recuperação

O período que se segue após uma mastectomia é realizado com a ajuda de sessões de fisioterapia para que a paciente recupere os movimentos e não sinta mais dores.

Massagens localizadas ajudam a estimular a região, com movimentos específicos, e em alguns casos, pode-se prescrever analgésicos para tornar este período um pouco mais confortável. Complicações no pós-operatório não são comuns nesse tipo de cirurgia.

Neste momento, será de vital importância a participação da família, parceiro e amigos, para que a paciente sinta-se acolhida e amada

Existe ainda a opção de se realizar uma reconstrução mamária para recuperar a forma natural dos seios.

Você pode ler mais sobre este procedimento clicando aqui.

A reconstrução pode ser realizada logo após o procedimento da mastectomia ou ainda por etapas: a região será gradualmente corrigida.

É importante salientar que muitos diagnósticos exigirão que se aguarde um tempo até que a cirurgia esteja totalmente cicatrizada, e que exames confirmem que as células malignas foram removidas por completo até que se realize a reconstrução.

A reconstrução da mama pode devolver à paciente a sua auto-estima, sua feminilidade, proporcionando assim uma recuperação mais saudável.

Neste momento, será muito importante a participação da família, parceiro e amigos, para que a mulher sinta-se acolhida e amada e encontre forças para seguir em frente.

Espero que as informações que compartilhei aqui tenham sido úteis e sanado algumas das dúvidas frequentes sobre a mastectomia.

Até a próxima!

Alessandra Morelle