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Em meio à pandemia, o mês de setembro chegou em um novo contexto social e ganhou ainda mais relevância no combate ao suicídio. O Setembro Amarelo é uma campanha mundial, instituída em 2003, que busca conscientizar sobre a importância do diagnóstico e do tratamento das doenças mentais, evitando o aumento de mortes. A cor amarela simboliza a iniciativa. Especialistas já alertam para o incremento dos casos de transtornos psiquiátricos durante a crise do coronavírus – a chamada ‘quarta onda’ de consequências da Covid-19, mencionada no Brazilian Journal of Psychiatry.

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antonio Geraldo da Silva explica que o acúmulo de atividades e a dificuldade de lidar com diferentes situações do cotidiano têm gerado às pessoas, desde o mês de março, mais de cem dias ininterruptos de sobrecarga emocional. “A primeira onda foi o adoecimento e a mortalidade causados pelo coronavírus em si. A segunda, a restrição de recursos e a falta de atendimento a outras doenças. A terceira, a interrupção no tratamento de enfermidades crônicas, que exigem acompanhamento médico constante, como o caso de pacientes com câncer e doenças cardíacas e respiratórias. Então, chegamos à quarta onda, que perpassa todas as anteriores e segue em crescimento, pois é formada pelo trauma psíquico, pelas doenças mentais e pelo desgaste da sociedade como um todo, inclusive pela crise econômica”, detalha o psiquiatra.

Em uma pesquisa divulgada no mês de julho deste ano pela Coordenação Estadual de Saúde Mental da Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, com a participação de 402 gestores de municípios gaúchos, 78% perceberam maior número de buscas por atendimento em saúde mental nos postos de saúde e nos serviços da atenção especializada desde o início da pandemia de coronavírus. Nos serviços da atenção especializada (Centros de Atenção Psicossocial), o aumento foi confirmado por 68% dos respondentes.

Os sintomas mais recorrentes de saúde mental que estão fazendo as pessoas procurarem mais os serviços de saúde neste momento são a ansiedade, o nervosismo, a tensão, a perturbação de sono e o uso abusivo de álcool ou de medicamentos e outras drogas. “Durante uma pandemia, é normal a exacerbação de emoções e sentimentos. Essa situação implica em uma perturbação psicossocial que pode afetar toda a população, em diferentes níveis de intensidade e gravidade”, explica a coordenadora da Saúde Mental do RS, Marilise Souza.

Mas como entender se estes sentimentos são graves? Muitas deles são considerados normais, dentro do atual cenário. Especialistas afirmam que os critérios de avaliação são subjetivos, mas o mais importante é perceber se os sintomas estão impactando o dia a dia da pessoa e a impossibilitando de viver sua rotina. Caso positivo, é provável que esteja na hora de procurar ajuda especializada. Segundo dados da Revista Veja Saúde, entre os casos mais graves, que incluem tentativa de suicídio, 90% podem ser prevenidos. 

A tarefa de cuidar e proteger a saúde mental não é só dos profissionais da área, mas também da família, dos amigos, dos colegas de trabalho, ou seja, de qualquer cidadão. É possível contar com o apoio do Tummi Coronavírus, que oferece suporte de psicólogos e psiquiatras a pessoas que estão enfrentando dificuldades neste momento.

O Setembro Amarelo vem para fortalecer esta rede de amor e amparo, auxiliando a todos a enfrentar seus desafios de forma segura, principalmente neste momento mundial de maior fragilidade. Use amarelo e faça parte desta corrente!

Caso seja necessário intervir, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida, disponível 24 horas por telefone no número 188.

Você também pode contar com a ajuda do Tummi Coronavírus para atendimento psicológico na plataforma, de forma online e gratuita. Acesse o link aqui.