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Estar atento à saúde se tornou prioridade máxima com a proliferação da Covid-19, doença causada pelo coronavírus que se alastrou pelo mundo rapidamente no ano de 2020. No Brasil, a pandemia chegou de forma intensa, alcançando a marca de 100 mil mortes no mês de agosto, e seguindo em evolução.

É preciso cuidado, mas não pânico. Aproximadamente 80% dos pacientes têm pouco ou nenhum sintoma e 20% precisam de atendimento hospitalar. Segundo a Organização Mundial de Saúde, dentre os contaminados que precisam de atenção médica mais consistente, 5% podem evoluir para um quadro grave e chegar à morte.

Especialistas explicam os cuidados necessários para evitar o contágio, como o uso de máscaras, a higiene frequente das mãos e o distanciamento social, e que não cumprir essas normas é sinônimo de abrir passagem para o vírus entrar. Mas o que mais preocupa os médicos são as comorbidades preexistentes, presentes em cerca de 80% dos casos fatais. Dados do Ministério da Saúde mostram que as mais registradas são doenças cardíacas, diabetes, fragilidades pulmonares e neurológicas.

Para muitas pessoas, as enfermidades podem ser silenciosas e, por isso, o cuidado precisa ser redobrado. “São comuns casos de pacientes com doenças preexistentes como diabetes, hipertensão e tuberculose que desconhecem tais comorbidades até serem internados com Covid-19. Outra preocupação é com aqueles que sabem da enfermidade, mas não fazem o tratamento adequado”, explica a médica Denize Ornelas, diretora da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Também são recorrentes pessoas com sobrepeso que não acreditavam fazer parte do grupo de risco.

Para aqueles que foram negligentes, evitando tratamentos adequados às suas enfermidades, o avanço da doença causada pelo novo coronavírus é ainda pior. Segundo especialistas, muitos desses casos não teriam uma evolução tão grave com tratamento prévio. O cuidado com a saúde e o resguardo para as infecções é determinante para os grupos de risco, que ainda incluem pessoas com mais de 60 anos e diagnóstico de câncer. É possível evitar o coronavírus tendo hábitos saudáveis, fazendo consultas regulares a seus médicos e seguindo os protocolos de prevenção de forma atenta e constante.