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Você sabia que a doação de sangue e plaquetas pode ser fundamental em um tratamento contra o câncer? O sangue é utilizado em cirurgias, no tratamento da leucemia e após o transplante de medula óssea. As plaquetas atuam na coagulação do sangue e são essenciais para pacientes transplantados e no reestabelecimento após um processo quimioterápico. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma única unidade doada pode beneficiar até três pacientes e ajuda em diversas fases de seu tratamento.

Por isso, neste mês, ganha força a campanha Junho Vermelho que busca estimular as doações de sangue e plaquetas visando, em especial, o suporte de pacientes oncológicos. Para grande parte deste grupo de pessoas, a transfusão de sangue é algo comum. A quantidade de transfusões varia de acordo com o tipo de neoplasia maligna, no entanto, os pacientes onco-hematológicos, normalmente, são os que mais necessitam. O Instituto também ressalta que para suprir as necessidades dos pacientes com câncer nas suas unidades hospitalares, em média, são necessários 2 mil doares por mês.

A chefe do Serviço de Hemoterapia do INCA, Iara Motta, explica que o volume e a regularidade das doações precisam ser constantes e em grande quantidade para garantir a disponibilidade de sangue e hemoderivados essenciais para a vida de todos os pacientes que utilizam deste suporte. “A validade dos materiais biológicos é muito curta. Além disso, para efetuar uma única transfusão de plaquetas em um adulto, por exemplo, são necessárias várias doações de sangue”, informa Iara.

Apesar da porcentagem de brasileiros que doam sangue (1,6%) estar dentro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (entre 1% e 3%), não é o suficiente para manter os estoques dos hemocentros em um nível considerado adequado. Um dos motivos para essa situação acontecer é a periodicidade com que as pessoas realizam essa ação. Além disso, enquanto o plasma doado pode ser armazenado por até um ano, as hemácias podem ser utilizadas até 35 ou 42 dias após a doação, e as plaquetas, apenas cinco dias após a coleta. Por isso, a importância de realizar a doação de maneira rotineira.

Como fazer parte do Junho Vermelho

Para doar sangue: é preciso estar com boa saúde e não ser portador de doenças crônicas, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg, não ter recebido transfusão de sangue e outros componentes no último ano, não ter comportamento de risco para DST, ter repousado 4 horas antes da doação, não estar em jejum e não ter consumido alimentos gordurosos. O intervalo entre doações de sangue é de 90 dias para mulheres e 60 dias para homens.

Para doar plaquetas: é necessário já ter doado sangue anteriormente, ter disponibilidade de tempo (o procedimento dura cerca de 90 minutos) e não estar fazendo uso de Ácido Acetil Salicílico (AAS). A doação de plaquetas pode ser feita até duas vezes por mês.

É importante ressaltar que quem estiver gripado, resfriado ou com suspeita da Coronavírus não pode doar sangue temporariamente. Caso tenha contraído o vírus, só poderá doar sangue 90 dias após recuperação completa. Se tiver contato com alguém que está com Covid-19, é necessário esperar 14 dias após o último dia de contato.

Os motivos para os pacientes oncológicos precisarem receber sangue são variados, porém acontecem frequentemente e são de extrema importância. A campanha Junho Vermelho traz ainda mais relevância para esta ação que tem como princípio fundamental salvar vidas.