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Com a missão de salvar vidas por meio do diagnóstico precoce da leucemia e do estímulo à doação de medula óssea, a campanha Fevereiro Laranja chega em mais uma edição. A relevância do tema se mostra a partir de dados recentes do INCA (Instituto Nacional de Câncer) sobre a incidência da doença no Brasil, que ocupa o 9º lugar como o câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres.

A leucemia afeta os glóbulos brancos do sangue e ocorre quando algumas células sofrem mutações e se multiplicam sem controle na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais. Para conhecer melhor este tipo de câncer é importante entender sua abrangência, já que se subdivide em mais de 12 tipos diferentes, sendo os quatro primários: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL). A LLA é mais comum em crianças e jovens. Enquanto que as crônicas e a LMA aparecem com mais frequência em pessoas acima de 50 anos.

“É relevante salientar que dentro da palavra leucemia estão incluídas várias doenças diferentes entre si. De uma maneira geral, elas podem ser agudas ou crônicas. E, dependendo do tipo de linhagem de glóbulo branco afetado, mieloides ou linfoides”, explica o Dr. Nelson Hamerschlak, coordenador da Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Evitar a leucemia não é uma tarefa fácil, visto que suas causas ainda não estão bem definidas e grande parte dos pacientes não apresenta nenhum fator de risco. No entanto, pesquisas apontam para a associação da doença com alguns agentes como o tabagismo, no caso da leucemia mieloide aguda; o benzeno (presente na indústria química), para leucemia mieloide aguda e crônica, e leucemia linfoide aguda; e a radiação ionizante (em raio x e gama), para leucemia aguda.

O crescimento acelerado de células cancerígenas pode provocar a diminuição de glóbulos vermelhos no sangue e o surgimento da anemia, entre outros sintomas característicos: fadiga, falta de ar, palpitação e dor de cabeça. Quando há a redução dos glóbulos brancos, o impacto é na baixa da imunidade, propiciando o surgimento de infecções. Já o abatimento de plaquetas ocasiona sangramentos, mais comuns em gengivas e nariz, além de manchas roxas (equimoses) e/ou pontos arroxeados (petéquias) na pele.

Os sintomas indicativos de leucemia também são bastante comuns em outras insuficiências e doenças pouco nocivas, não sendo necessariamente causadores de câncer, mas é sempre importante que sejam investigados por um médico quando reincidentes. Na suspeita de um quadro de leucemia, o paciente deverá realizar exames de sangue e ser referenciado para um hematologista para avaliação médica específica.

A detecção precoce é essencial para tratar o tumor em fase inicial, possibilitando melhores resultados futuros. Dentre os métodos de tratamento, um dos mais eficazes é o transplante de medula óssea – procedimento simples, sem danos ao doador e que tem o potencial de reconstituir uma nova medula saudável a um paciente, salvando sua vida. A ampla divulgação do Fevereiro Laranja é capaz de proteger vidas e tem o potencial de reverter os índices de incidência da doença no país, a partir de um maior engajamento da população. Faça parte desta campanha!