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Outubro é um mês marcado pela força do feminino. A cada ano, milhares de mulheres no Brasil e no mundo afora enfrentam o diagnóstico do câncer de mama e o superam com a cura. Além de apontar os índices de incidência da doença, há de se ressaltar o extraordinário número de vitoriosas que ultrapassam este desafio com coragem, obstinação e resiliência.

É preciso falar da força feminina para tangibilizar a superação destas mulheres e compreender a relevância da campanha do Outubro Rosa. O movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama teve início nos anos 1990 e, desde então, é celebrado mundialmente com o objetivo de compartilhar informações, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2019, foram estimados 59,7 mil novos casos de câncer de mama no País, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos a cada 100 mil mulheres. Este é o tipo de câncer mais presente em indivíduos do sexo feminino em território nacional, se excluídos os tumores de pele não melanoma. A incidência da doença aumenta a partir dos 40 anos e o risco é maior para quem está acima dos 60.

Quando confirmado, o diagnóstico positivo vem acompanhado de um universo de aspectos para além de físico-biológicos, “uma vez que envolve a dimensão existencial do ser-mulher, em sua sexualidade, maternidade, autoimagem e estética”, como relata o artigo científico ‘Mulheres enfrentando o câncer de mama’ publicado na Reme – Revista Mineira de Enfermagem. Relatos intensos desta jornada e histórias exitosas não faltam para fortalecer o Outubro Rosa, enaltecendo estas mulheres e encorajando tantas outras que passam pelos mesmos desafios. 

Mas onde está a chave para evitar compor este grupo? Tudo inicia no autoconhecimento e no autocuidado. É só tocando o próprio corpo, o compreendendo e o amando, com um olhar atento e protetor, que o diagnóstico precoce se faz presente, aumentando a probabilidade de cura em 95% e, assim, reduzindo significativamente o risco à vida. Além disso, segundo o INCA, é possível diminuir em 28% as chances de desenvolver câncer de mama com a adoção de hábitos saudáveis diários, como praticar atividade física, ter boa alimentação, não fumar, manter o peso corporal adequado, não ingerir bebidas alcoólicas e evitar uso de hormônios sintéticos em altas doses.

Oncologistas também explicam que o primeiro sinal da doença costuma ser a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas como a deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos também podem ocorrer. A coragem de enfrentar o câncer de mama é tão grandiosa quanto o zelo da prevenção.

Faça parte do Outubro Rosa, eleve e encoraje outras mulheres, fortaleça esta corrente de autoproteção.